Como a tecnologia e a governança de dados se tornaram decisivas nas enchentes do Rio Grande do Sul

Publicado em 9 de fevereiro de 2026

Em um mundo cada vez mais impactado pelas mudanças climáticas, a capacidade de resposta rápida e eficiente a desastres naturais se torna uma prioridade absoluta. Em abril e maio de 2024, o estado do Rio Grande do Sul enfrentou inundações sem precedentes. As enchentes atingiram 478 cidades, deslocaram mais de 600 mil pessoas e comprometeram gravemente a infraestrutura essencial, como escolas, hospitais e serviços públicos.

Além dos impactos imediatos, a falta de preparo prévio e a fragilidade da infraestrutura de dados dificultaram a comunicação e a coordenação das ações de emergência. Nesse contexto, as enchentes também evidenciaram, em algumas cidades, a ausência de planos de contingência. Esses planos, por sua vez, envolvem estudos demográficos, o mapeamento de áreas de risco e a definição de ações para situações de desastre. Dessa forma, configuram estratégias fundamentais para garantir uma resposta rápida, coordenada e eficaz, reduzindo os impactos sobre a população e a infraestrutura.

A implementação desses planos pode ser facilitada pelo uso de tecnologias. Elas tornam as informações acessíveis em tempo real para autoridades e cidadãos. No entanto, sem o planejamento prévio, tornou-se urgente adotar soluções tecnológicas de rápida implementação. Essas soluções apoiaram as autoridades na gestão da crise e na proteção das populações vulneráveis. Nesse cenário caótico, a tecnologia e a inteligência de dados emergiram como ferramentas essenciais para mitigar os impactos da catástrofe e apoiar a recuperação das áreas afetadas.

Tecnologia, dados e lições para o futuro

A Codex, em parceria com a Esri, líder mundial em sistemas de informação geográfica, disponibilizou sua expertise e estrutura tecnológica. Foram utilizadas soluções em ArcGIS e cloud. O objetivo foi apoiar a rápida restauração das operações tecnológicas dos governos estadual e municipal. Isso permitiu uma tomada de decisão mais ágil e precisa, algo crucial em momentos de crise.

Em 30 dias, a equipe desenvolveu e implementou 17 aplicações de monitoramento e análise de dados, o que permitiu às autoridades locais acessar informações atualizadas sobre a situação. Para isso, utilizou ferramentas que viabilizaram a criação de painéis interativos com dados em tempo real, além de visualizações em 2D e 3D, fundamentais para uma melhor compreensão do terreno e das edificações. Além disso, a combinação de mapas com narrativas interativas ampliou a capacidade de análise. Como resultado, essas tecnologias aceleraram a implementação das soluções e ofereceram uma base sólida para a tomada de decisões e a comunicação durante a crise.

A situação das cheias foi crítica, impactando a população de várias maneiras. Os riscos não se limitavam às áreas urbanas, mas abrangiam todo o ecossistema ao redor dessas comunidades. Durante dias, a população gaúcha enfrentou inundações, desabamentos, bloqueios nas estradas, além da falta de luz e água, que assolaram a região.  

Dessa catástrofe no Rio Grande do Sul, ficou o aprendizado sobre a importância da organização prévia da governança de dados. As soluções implementadas pela Codex possibilitaram uma resposta rápida das autoridades justamente porque havia uma estrutura de dados organizada. 

A experiência reforça que investir em planejamento, tecnologia e dados é essencial para reduzir vulnerabilidades e construir respostas mais eficazes diante de eventos extremos, que tendem a se tornar cada vez mais frequentes. 

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