Mudanças climáticas: enchentes de 2024 no RS

A importância dos planos de adaptação climática para o setor privado

Publicado em 13 de fevereiro de 2026

Em um cenário de mudanças climáticas aceleradas, no qual, de acordo com análise do ICS, 90% dos municípios brasileiros possuem áreas sob risco climático, é crucial que governos e empresas invistam em soluções. Essas iniciativas devem garantir uma gestão eficiente e segura dos recursos, especialmente em momentos de crise.

A crescente incidência de eventos climáticos extremos deixou claro que a adaptação às mudanças climáticas não é uma questão exclusiva do setor público. As empresas do setor privado, independentemente do ramo de atuação, também precisam considerar os riscos climáticos em suas operações e planejar ações para mitigar esses impactos. A criação de planos de adaptação climática se torna, portanto, uma prioridade estratégica para garantir a sustentabilidade e a resiliência dos negócios. 

Tecnologia e governança de dados na gestão de riscos climáticos

Para todas as empresas, uma medida prática inicial é realizar uma avaliação de vulnerabilidade climática. Esse processo envolve identificar os principais riscos que  podem impactar nas suas operações, como inundações, secas ou tempestades. Com essas informações, as empresas podem desenvolver planos de ação para mitigar esses riscos, como melhorar a infraestrutura para resistir a desastres naturais ou diversificar a cadeia de suprimentos para reduzir a dependência de regiões vulneráveis.  

As empresas também podem adotar a tecnologia para monitorar riscos. O uso de dados históricos e em tempo real permite antecipar eventos extremos e ajustar as operações conforme necessário. No contexto de desastres naturais, a governança de dados não é apenas uma questão técnica. Trata-se de um componente estratégico que determina a qualidade e a velocidade da resposta a esse tipo de situação.

De acordo com Venicios Santos, diretor comercial da Codex, a regulamentação para o setor privado ainda está em desenvolvimento, mas é certo que surgirão normativas específicas para adaptação às mudanças climáticas. Algumas iniciativas já estão em andamento, como a regulamentação em aeroportos para integrar dados de gases de efeito estufa em seus planos climáticos. 

O impacto financeiro das mudanças climáticas é inegável. As empresas que se anteciparem a esses desafios, por meio da criação e da implementação de planos de adaptação climática. Estarão mais preparadas para lidar com os riscos e aproveitar as oportunidades que surgirem nesse novo cenário.

A experiência adquirida durante as enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul reforça a mensagem de que a preparação e o uso estratégico da tecnologia são fundamentais para enfrentar os desafios do futuro. Além disso, evidencia a necessidade de investir continuamente em tecnologia e em sistemas de dados robustos, capazes de oferecer suporte em situações de emergência.

A prevenção, apoiada por ferramentas tecnológicas avançadas, é essencial para salvar vidas e minimizar os impactos de desastres naturais cada vez mais frequentes.  

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